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Enquanto tantos buscam o reconhecimento, os aplausos e os parabéns
fico aqui admirada e encantada com a simplicidade de Fernando Pessoa

“Saúdo todos que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem a minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro,
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas cousas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predilecta
Onde se sentem, lendo os meus versos,
E ao lerem os meus versos pensem
eu sou qualquer cousa normal-”
(Alberto Caeiro)

E para mim, o maior reconhecimento que posso ter em minha profissão se expressa nessa imagem

Enquanto eu tiver a honra de conviver com esses olhares puros e cheios de vida, tenho de tirar o chapéu e saudar cada uma, desejando-lhes sol!